Sobre este blog

Ser mestre é ser um semeador; não qualquer um deles, entretanto, aquele semeador que não escolhe o solo em que vai lançar sua semente e que não se queixa ou questiona se o solo é seco, árido ou fértil, porque o essencial é semear...



4 de dez de 2013

Finalmente, mais um ano que termina. Foram dias e noites de trabalho intenso para aqueles que têm responsabilidade e levam em frente seu projeto de vida.O sacrifício é válido e necessário para quem deseja ter um futuro promissor. Não existe progresso sem trabalho, não há crescimento sem esforço pessoal.
Muitos poderão dizer: Mas de que vale tanta labuta, se no final todos os alunos acabam sendo promovidos, se mesmo aqueles que não foram frequentes, entregam trabalhos de reposição de ausências e acabam se saindo bem? 
Essa questão é do conhecimento de todos, conhecemos as falhas da nossa Educação, que importada de outras nações, é  muito paternalista, não forma personalidades responsáveis para o país. Ainda assim, não devemos nos espelhar nessas atitudes, faz-se necessário uma conscientização maior no aspecto de se considerar o aspecto educacional como prioritário, como essência e base para tudo.
Àqueles poucos que fizeram o que realmente deviam, parabéns, continuem sempre assim, é a única forma de salvarmos esse país e esse planeta tão carente de seres estudiosos e trabalhadores.
Aos que tentaram levar vantagens, a famigerada "lei de Gérson" tão admirada e seguida por muitos conterrâneos nossos, peço que reconsiderem e mudem de atitude no próximo ano, os reflexos do trabalho inconsistente e falho, certa e infelizmente trará prejuízos incalculáveis em suas vidas, um tempo jamais recuperado.
Não é possível agradar a todos, mas espero , sinceramente que nesse ano em que convivemos diariamente como uma família, que possa ter contribuído para sua ascensão no mundo profissional e acadêmico.
Deixo aqui uma mensagem para aqueles que se acham autossuficientes o necessário para ignorar os ensinamentos dos professores e da escola  que frequentaram: a humildade cabe em qualquer lugar, o respeito também. As agressões contra seus mestres apenas os diminuem, nada acrescentará em suas existências.
Aqui nessa escola Leme do Prado, digo-lhes que convivi com alunos maravilhosos de formação fina e elegante, ao mesmo tempo conheci alguns que não valorizam seu professor, tentam diminuí-los a todo o tempo, não dedicando o mínimo de  atenção a seus ensinamentos. A esses últimos não cabe a crítica e sim o desejo de que mudem urgentemente de comportamento, a vida é justa e implacável,ensina  a quem não quis agir corretamente.
No próximo ano, provavelmente, não nos veremos mais, ficam aqui os meus agradecimentos àqueles que colaboraram tornando  as aulas mais substanciosas e interessantes, a sua participação nos projetos da escola foi impecável. 
Ofereço este espaço sempre que precisarem conversar sobre algum assunto em que eu possa ajudar ou mesmo para matar a saudade. 
Um feliz Natal e um Ano Novo cheio de sucesso, saúde e paz. Beijos a todos.
litteraeart.blogspot.com

22 de out de 2013

ESTÁ CHEGANDO A HORA...


PREZADOS ALUNOS DO 3º ANO DO LEME:

As provas do ENEM já estão aí, no próximo fim de semana. As avaliações externas fazem parte da nossa vida. Não apenas vocês são avaliados, nós professores também o somos. Realizamos no último domingo um processo seletivo para o ano de 2014. Não sei se neste ano estarei nesta escola, e vocês também, por sua vez, estarão decidindo suas vidas, por isso vamos mantendo a comunicação pelos blogs, se precisarem de alguma coisa no futuro em que eu possa ajudá-los, por favor fiquem à vontade. Espero que façam a prova com a atenção necessária, devem ter treinado bastante a produção de texto que vale muitos pontos na avaliação. 
A propósito, muitos de vocês deixaram de fazer o último texto para um treinamento mais sério.Acompanhem no outro blog em que vou escrevendo para exemplificar o gênero dissertativo argumentativo. Desejo-lhes boa-sorte!


21 de out de 2013

Boa-noite, queridos alunos da escola Joaquim Leme do Prado:





Essa mensagem vai para todos vocês que participaram da nossa Feira Cultural nos dias 18 e 19 de outubro de 2013.
Fiquei comovida e muito agradecida àqueles alunos que deram sua contribuição, por menor que fosse ao projeto Leme Africanidades, o nosso tema desse ano.Desenvolveram com vontade e determinação as suas atividades apesar do cansaço das várias apresentações artísticas que envolveram expoentes da música , bem como as explanações e número da dança maxixe das nossas raízes culturais, onde temos a criação de uma música erudita fundamentada na afrodescendência.Tenho certeza de que todos amaram todas as participações, mesmo aquelas que sofridamente eram um desfile de personagens que contavam sua história através do tempo...
A declamação do Navio Negreiro além de somar cultura e conhecimento da nossa literatura romântica do século XIX emocionou a todos os que assistiram ao nosso espetáculo.
Àqueles que ofereceram uma simulação da capoeira e que tanto trabalharam nesse intento, meu eterno reconhecimento.
Fico muito agradecida a todos aqueles que, de alguma forma, ajudaram para que esse evento acontecesse, fato de orgulho para nossa escola e engrandecimento do nosso país, através de vocês que acrescentam cultura a suas próprias personalidades e às daqueles que nos prestigiaram vendo nossa performance.
Foram muitos dias de trabalho para todos nós, em cenários, indumentárias, simulação de um ambiente teatral, sonoplastia, vídeo  maquiagem entre outros.
Especialmente a vocês, alunos da 7ª série B, dirijo agora esse agradecimento: Vocês surgiram de repente em meu caminho com toda aquela vitalidade para contribuir e engrandecer meu trabalho.Estiveram maravilhosos em suas atuações. Da mesma forma, a classe foi muito colaboradora em nossas atividades.
Àqueles que tiveram algumas contrariedades, peço humildemente, desculpas e a promessa de que tentaremos corrigir nossas falhas. 
Porém, o que fica de mais importante é a participação, vocês tiveram a coragem de participar e isso é essencial no seu desenvolvimento social.
Que Deus ilumine e abençoe a todos vocês!
Não sei se estaremos juntos no próximo ano, mas a experiência vivida foi de incalculável valor em nosso caminho e ficará registrada eternamente na memória....

1 de out de 2013

ESTUDAR É UMA QUESTÃO DE ATITUDE

Prezados alunos da Escola Professor Joaquim Leme do Prado:


Antes de continuar com a postagem sobre o texto de opinião iniciado anteriormente, quero aqui deixar algumas considerações sobre o subprojeto de nossa escola: Leme Africanidades, cuja apresentação acontecerá nos dias 18 e 19 deste mês. 
Muitos não dão a importância necessária ao desenvolvimento de trabalhos desse tipo por muitos motivos, entretanto, o principal deles é a predisposição a estudar, a pesquisar e a se apresentar em público. Este último depende de muitos fatores e nem todos se sentirão confortáveis nesse aspecto, sabemos que o bullying (a falta de comportamento ético por parte da sociedade) tem favorecido esta atitude de fuga. A respeito desse assunto ética, postei hoje um artigo no outro blog cujo link escrevo abaixo:
Outros de vocês que estudam no período noturno usam o subterfúgio do trabalho para eximirem-se de responsabilidades o que não está correto. Devem ter em mente que o desenvolvimento satisfatório  nos estudos está diretamente ligado ao sucesso no campo profissional. Assim, se não há a atitude ao estudo, nada se consegue em questões monetárias e realização pessoal. Especialmente a vocês, alunos do curso noturno, peço que participem pelo menos das pesquisas sobre o tema, uma vez que terão que apresentar um trabalho nesse sentido nos dias acima citados. Garanto-lhes que apenas acrescentarão ao seu currículo com essa atitude positiva em relação ao estudo e consequentemente ao trabalho. Existem inúmeras formas de participação nesse projeto e o dever de todos é se inteirarem sobre ele.
Parabéns àqueles que já estão trabalhando para apresentar um bom trabalho, da mesma forma àqueles que compartilham das informações aqui postadas e fica o convite  àqueles que ainda não o fazem, não desenvolveram ainda o gosto pela leitura e participação em assuntos relevantes à sociedade. 


CONTINUAÇÃO DAS CONSIDERAÇÕES SOBRE TEXTOS ARGUMENTATIVOS

Paramos na Introdução, a primeira parte de um texto deste tipo onde a sua tese foi lançada.
Falemos agora a respeito do Desenvolvimento, o corpo do texto, talvez a parte mais complexa que exige toda a sorte de informações possíveis aliadas a um questionamento e argumentação lógicos embasados na ética, redigidos em padrão formal de linguagem com clareza, objetividade e limpeza (obediência a mecanismos e convenções da escrita).
Nesse ponto da redação é que tomamos a consciência de quão importantes são todas as disciplinas do nosso currículo, visto que nele devemos depositar toda a sorte de informações de variadas ciências: artes, filosofia, geografia, história entre outras. Porém, esse gênero nos cobra muito mais do que apenas cultura, conhecimento, ele requer princípios ético-morais na solução da questão apresentada, argumentação, contestação entre outras ações. Tudo isso, aliado à uma correção gramatical impecável num padrão de linguagem que nos custa muito alcançar.
Antes de tudo, como já citei, é necessário muita leitura de base, estudo de ciências variadas e sobretudo respeito a uma proposta oferecida em forma de textos que podem ser verbais e não verbais sem, contudo, deixar transparecer explicitamente a própria  opinião em frases do tipo: "eu acho", "eu penso". "na minha opinião"trazendo verbos na primeira pessoa do singular que por motivos éticos não devem prevalecer no gênero argumentativo.

CONCLUSÃO

A última parte não merece pouca atenção da nossa parte; deve-se encerrar com chave de ouro resolvendo com habilidade a questão (tese) apresentada na Introdução apresentando  desta forma, uma solução que demonstre um caráter ético acima de tudo.
E boa-sorte em suas avaliações e em sua vida, leiam bastante, discutam, participem de  questões pertinentes à sociedade e tenham certeza de que essa sorte virá.

4 de set de 2013

Prezados alunos do 2º ano G do curso noturno da E.E Joaquim Leme do Prado, este texto é para vocês e todos aqueles que cursam esta mesma série por esse São Paulo afora e que fizeram a Avaliação Diagnóstica do ano de 2013.


Comentarei aqui a prova de Produção de texto, uma vez que a redação é a atividade que mais preocupa os alunos, muitos tendo dificuldade até mesmo de iniciá-la. O ato de escrever bem está relacionado à qualidade da leitura, não se escreve bem se não se lê e hoje pelas condições sofridas da nossa sociedade que luta pela sobrevivência, sobra muito pouco tempo para essa atividade. Entretanto, verifico que vocês ocupam seu tempo livre a navegar pela internet nos facebooks da vida, ou a jogar online em sites da internet. Nada contra, todos têm direito à diversão, porém devemos nos esforçar para que possamos também cuidar da nossa formação, tendo atenção às aulas, realizando nossos deveres com maturidade e comprometimento, arranjando um tempo, por pequeno que seja, para uma ida à biblioteca da escola que funciona às terças para o período noturno, emprestando e lendo um bom livro que nos será de extrema importância. Podem ter certeza que se fizerem isso, o ato de escrever será prazeroso e muito mais fácil.
Mas passemos ao comentário da prova. Toda avaliação de produção de texto atualmente, oferece uma proposta que estabelece algumas condições que devemos seguir para elaboração de uma redação, seja ela do tipo que for.Se os alunos avaliados não seguem essa proposta, perdem muitos pontos e correm o sério risco de serem eliminados. Ora, hoje vocês passam por inúmeros testes: para conseguir um emprego, para obterem bônus para o ingresso em uma faculdade, para conseguir uma vaga na universidade ou em qualquer curso técnico, assim, não temos como fugir ou brincar com a vida. Isso é muito sério, é a nossa vida, o nosso futuro que estão em jogo.No caso em questão, a proposta ofereceu três textos-base: o primeiro deles, um texto informativo que definia a palavra"narcisista" e sua origem provinda do nome do personagem da mitologia grega, Narciso, que segundo a lenda era muito atraente e se apaixonou pela própria imagem e acabou morrendo, pois deixou de se alimentar para mirar-se no lago.Depois de sua morte, nasce às margens das águas uma linda flor branca que em sua homenagem recebeu seu nome.
O segundo texto também informa sobre outro personagem "Dorian Gray", do autor Oscar Wilde, onde estão presentes a vaidade e a obsessão pela própria beleza, assim como a humanização do quadro do personagem que  incorpora seus sinais físicos de envelhecimento durante os anos.
O terceiro texto trata do homem moderno e sua condição de escravo da mídia que incentiva ao consumo, o faz ligar sua identidade à aparência física, e o leva à obsessão por um corpo perfeito com isso causando a discriminação e o preconceito contra aqueles que não seguem o padrão determinado  pelos meios de comunicação de massa, principalmente TV, revistas e internet.
A proposta pedia a leitura dos textos que discorriam sobre a vaidade presente como comportamento da sociedade atual, solicitava que reunissem argumentos, fatos e opiniões que versassem sobre o corpo da moda na sociedade de consumo. 
A primeira coisa que se deve ter em mente nesse caso é ler com atenção redobrada os textos oferecidos, pensar que temos que colocar um título (nome) em nossa redação e que esse nome não é o tema solicitado. Muitos de vocês confundiram e colocaram o tema como o título da redação. Outra dica é para colocarem o título apenas quando terminarem a redação, porque a tendência é repeti-lo na primeira linha do texto.As recomendações devem ser seguidas à risca para que obtenham uma boa pontuação. Assim deve-se fazer um rascunho antes para que ao passarmos a limpo o texto esteja corrigido e livre de erros graves, porque não podemos evitar que aconteçam, porém não podemos exagerar neles. Pressuponha um leitor, não escrevam apenas para vocês mesmos, tenham em mente que a letra deve ser legível em um texto onde a clareza de pensamentos, a elegância na seleção do vocabulário, o uso da linguagem padrão formal com obediência das convenções da escrita e conhecimento dos mecanismos da língua possam transparecer.
Foi estabelecido o número de linhas de 15 a 30. A esse respeito, não tentem "enrolar" copiando pedaços dos textos-base oferecidos, aumentar a letra, ou contrariar  essa recomendação, se já se prepararam lendo bastante, conseguirão desenvolver um bom texto. Leiam o comentário da postagem  anterior destinado aos alunos do terceiro ano. Lá estão sendo colocados: a parte teórica do texto quanto a sua estrutura (forma) e o que você deve ou não deve fazer. Segue abaixo um link com o endereço de outro blog meu que traz apenas textos variados onde publicarei na próxima postagem um texto-exemplo para vocês, nos moldes solicitados pela Diretoria de Ensino Centro.Espero ter-lhes sido útil, até a próxima.

28 de ago de 2013

Boa-noite meus alunos da 7ª série B da Escola Joaquim Leme do Prado, esta postagem vai para vocês como prometido em sala de aula e aqui teço alguns comentários sobre a avaliação diagnóstica realizada em nossa escola em 12-08-2013:


Em primeiro lugar, quero lhes dizer como deve ser o ambiente propício para que vocês consigam fazer um bom texto: silencioso, que proporcione calma e conforto para que se possa pensar com clareza. Locais muito tumultuados, barulhentos são impróprios para a produção de texto. Assim, podemos concluir que o silêncio e a disciplina são amigos do bom raciocínio e consequentemente da escrita de qualidade.
Mas por que razão lhes digo isso? As avaliações externas traçam um perfil da classe e dos alunos individualmente de acordo com a qualidade dos textos apresentados. E eles devem ter exatamente o nível de linguagem de uma 7ª série. Supõe-se que a linguagem já esteja amadurecida para a criação de uma redação de caráter narrativo, bem como os diálogos criados, a descrição do espaço, caracterização dos personagens em simetria com o tempo, o desenrolar da ação. Tudo isso com a desenvoltura de um autor que sabe obedecer a proposta oferecida em forma de textos, sejam eles verbais ou não. No nosso caso, ofereceu-se um texto verbal extraído da página 72 do maravilhoso livro de Júlio Verne, Viagem ao centro da terra traduzido e adaptado pelo conhecido Walcyr Carrasco.
Depararam-se com o espaço caracterizado pelo autor que tão bem descreveu o vulcão Sneffels situado na Islândia e dos perigos que o menino e o tio passam na escalada da montanha de cujo cume visualizaram a ilha e o "sol da meia-noite".Tudo isto comentamos em sala de aula. Também os personagens que rapidamente o autor nos faz conhecer, aliado à passagem do tempo que marca a trajetória da aventura.
Comentei também com vocês o foco narrativo que é o ponto de vista que o autor assume quando vai fazer sua narrativa. Como explicado,o autor participa da estória por isso ele narra em 1ª pessoa do plural. Outra coisa bem marcante no estilo do autor é a ação que emociona, pois os acontecimentos vão sendo desencadeados de maneira rápida, o que prende a atenção do leitor.
Só o fato de lerem o texto da proposta com carinho já fará com que percebam que a clareza, correção gramatical e o cuidado com os mecanismos da linguagem são primordiais para que a produção agrade e possa ser bem compreendida.
O que lhes foi pedido era para que continuassem a estória com uma nova aventura do menino. 
Porém, muitos não seguiram essa proposta, mudaram o foco , não construíram uma narrativa à altura de uma 7ª série, apresentando diálogos pouco interessantes, tampouco descreveram o ambiente, ou conduziram o texto dentro das condições necessárias exigidas para uma boa redação.
Isso acontece porque é necessário atenção redobrada naquilo que se faz, leitura compenetrada e atenção são os requisitos para o sucesso.
É claro que houve bons textos na classe, entretanto o número deles foi bastante reduzido.É preciso que aproveitem mais essa chance de poderem mostrar o que sabem fazer, e fazer bem.
O que dizer então daqueles que entregaram a página em branco, sem dedicar um mínimo de esforço no sentido de treinar para a vida, porque tenham certeza, muitas vezes vocês serão avaliados e nessas avaliações é que se forma a vida acadêmica de um aluno!
Estamos agora trabalhando todos estes pontos que ainda não ficaram claros. Espero que na próxima oportunidade possam usar mais da imaginação, entregar-se de corpo e alma na produção de um belo texto. É o que todos desejamos, não?

Aqui deixo um link para que passem para o meu outro espaço onde apenas textos de temas variados ganham lugar. É só clicar no endereço, sejam benvindos: litteraeart.blogspot.com

23 de ago de 2013

Prezados alunos do 3º ano E do Ensino Médio Curso Noturno da EE Leme do Prado, estas considerações são para vocês e para outros alunos que realizaram a Avaliação Diagnóstica da Diretoria Centro de São Paulo:

Comentarei especificamente nesta postagem a prova de produção de texto de opinião, matéria complexa para muitos alunos não simpatizantes com a leitura e consequentemente com  a criação de um texto argumentativo.
É uma pena, porém, realidade brasileira, que grande parte dos nossos alunos não desenvolveram  o gosto pela leitura, é uma falha grave na nossa Educação, que principia já em tenra idade dentro dos nossos lares. Não há tempo  necessário, nem conhecimento por parte de nossa sofrida sociedade, que se mata pela sobrevivência, em criar  atitudes voltadas à leitura, que, na realidade deveriam vir do exemplo dos pais que necessitariam  praticá-la diariamente em casa. Dizem que o maior ensinamento vem do exemplo, e essa é a mais pura realidade, se não lemos, como cobrar de nossos filhos? Se não valorizamos a intelectualidade e a trocamos por coisas materiais e supérfluas, como querer que nossos filhos sejam intelectuais?
A questão é complicada, contudo, as lamentações sobre o que deveria ter sido feito aqui e ali, de nada resolverão se não arregaçarmos as mangas e partirmos em busca do prejuízo, porque certamente há um grande deficit, uma grande lacuna na formação pessoal sem a importante "habilidade" de ler e escrever. Digo habilidade, porque com o tempo de exercício constante adquirem-se qualidades e experiência que sem o treino específico destas atividades não nos será possível alcançar o objetivo do entendimento completo do que é um texto.
Falemos exatamente sobre o tema proposto na Avaliação Diagnóstica deste ano, 2013, que para vocês foi propícia para um treinamento à prova do ENEM que se aproxima no final do ano letivo.
Numa primeira instância, teremos que distinguir os gêneros dos textos, sabendo-lhes suas características próprias, pois a forma de expressão de cada um deles é diferente e todos sabemos que as avaliações externas são seletivas, não perdoam as falhas, sendo assim, temos que buscar a perfeição naquilo que fazemos.
O texto de opinião requer amadurecimento da linguagem escrita, conhecimento do assunto sobre o qual iremos escrever, além de saber enquadrá-lo no gênero solicitado que no caso em questão é o texto argumentativo.
Mas afinal, o que é argumentar? Digamos que seria semelhante ao debate de uma questão relevante entre a sociedade onde várias opiniões ficam registradas, principalmente a nossa, distribuídas com elegância, ética e conhecimento.Porém, esse tipo de texto não se detém apenas nisso, mas nele repousa todo o nosso conhecimento adquirido através de leituras de textos e de mundo (ouvir todas as vozes sobre o tema a ser debatido) e, pelo menos, alguns conhecimentos científicos que possam deixar em seu texto é essencial. Para isso, as Ciências em geral, nos dão o devido suporte, daí a importância de todas as matérias do currículo escolar. Além disso, durante o desenvolvimento da redação devemos, antes de concluir, oferecer soluções ao problema apresentado, intervindo na causa como forma de evitá-lo ou solucioná-lo. Somente depois disso poderemos concluir.
A avaliação em si propunha como já de costume o desenvolvimento de  um texto relativamente extenso para quem não está acostumado a escrever,  20 a 30 linhas onde alguns não sabem exatamente nem como começar.
Este tipo de redação deve apresentar  uma linguagem concisa (frases explícitas em linguagem formal onde a seleção do vocabulário é essencial) com precisão da convenção escrita: letra legível, grafia correta, acentuação, pontuação adequada etc. além da obediência aos mecanismos de concordância, regência entre outros. 
Nesta parte formal da linguagem, acredito ter-lhes elucidado auxiliando com os 34 tipos de  desvios relacionados e ocorridos na classe por ocasião da elaboração dessa avaliação.
Alcançar esse objetivo não é tarefa fácil, porém não impossível. O único requisito é a vontade, a disposição para o trabalho.
Um texto como esse deve ser redigido em três ou quatro parágrafos e jamais, atentem para isso, deve haver fuga da leitura das propostas que vêm em forma de textos verbais ou não verbais (como suporte). Destes, vocês retirarão o embasamento para suas ideias, entretanto, nunca copiem trechos dessas propostas ou fiquem se perdendo a comentar longamente cada um deles como forma de "encher linguiça", pois este será um tempo perdido e palavras jogadas ao vento sem valor algum para um examinador, pois tenha em mente que escrevem para um examinador.
Tampouco devem ser omitidas as três partes essenciais que o gênero argumentativo exige:

1- A Introdução



 Onde o assunto é lançado com o maior carinho possível, como se fosse uma semente delicada a ser lançada no solo, prepare antes o conteúdo elaborando-o mentalmente, cuide para não colocar o título do texto antes de terminá-lo, pois a tendência é repeti-lo na Introdução e a repetição indica pobreza de linguagem.
Nesse momento vocês devem ter em mente o tema da redação. No caso, o tema era "A prevenção ao uso de drogas"e deveriam ter lido dois textos verbais sobre o assunto: o primeiro deles se iniciava com a definição do que é a prevenção efetiva e ideal para esse caso grave que assola não só a população brasileira como a de outros países e o texto de suporte ia esclarecendo basicamente como devem ser as atitudes e campanhas a serem  apresentadas para o problema.Uma vez que para alcançarmos o nosso objetivo é preciso seriedade, não devemos perder tempo em brincadeiras e divagações como aconteceu na sala no dia da avaliação, isso não acontece com todos os alunos obviamente, mas há aqueles menos amadurecidos e descompromissados com sua formação, infelizmente, fato que será lamentado pelos próprios, futuramente.
O segundo texto base da proposta versava sobre as estatísticas do uso de drogas e da incidência do vício já na adolescência e por vezes até na infância, ressaltando para o vício precoce de outras substâncias que abririam as portas para  o uso de drogas, além de oferecer comentários de profissionais da psicologia sobre a atuação dessas substâncias no organismo humano. 
Para começo de conversa, quem não prestou atenção a esses textos da proposta correu sérios riscos de fuga do tema e quem foge do tema proposto em uma avaliação perde muitos pontos e não é isso o que desejamos, não é?
Fico por aqui hoje e na próxima postagem continuarei a explanação detalhada dos outros itens exigidos por um  texto de opinião. Espero que tenha sido útil. Até mais!

Convido a todos para visitarem meu outro espaço dedicado apenas à literatura onde predominam textos de opinião sobre os mais variados temas. Sejam benvindos!!! Não deixem de ler o texto sobre o assunto acima especificado: A prevenção ao uso de drogas em : litteraeart.blogspot.com

21 de ago de 2013

Viagem através do tempo

Prezados alunos e visitantes:


Sejam muito benvindos nesse espaço que criei para recebê-los. Antes de postar algumas aulas e materiais didáticos, publiquei esse texto de abertura para que comecemos a nos aquecer  mentalmente e a refletir sobre as mudanças sofridas na sociedade e no nosso meio através dos tempos.
Praticar o exercício do "sentir" é o primeiro passo para que possamos usar da palavra que nasce do âmago e salta para o papel.
Aquele que não usa da sensibilidade jamais mudará o mundo, jamais perceberá as mudanças que nos poderão ser úteis ou fatais no amanhã. 
Espero que gostem do texto.




Há muito, em uma prova ou concurso foi pedido o desenvolvimento do tema: “Se eu pudesse viajar no tempo”

Fiquei instigada a participar também e meditando a respeito da sociedade atual em comparação a um passado não muito distante escrevi o texto abaixo cujo conteúdo fiz publicar em um jornal da cidade de Rio claro onde residia na época:



Se eu pudesse viajar no tempo com certeza não gostaria de vislumbrar um mundo futurístico, pois creio que muitas coisas para mim tristes, estariam reservadas: a automatização do ser humano com o absoluto predomínio da máquina implacável-personagem principal, em detrimento do próprio homem - que lástima! Meios naturais: vegetação, ar, águas, totalmente transformados pelas mãos dos chamados, progresso e desenvolvimento.

Por esses e outros motivos é que jamais compraria uma viagem para uma visita ao futuro, mas certamente iria para locais de um passado não muito distante... A minha juventude!

Na velocidade da luz, voaria para os fins da década dos sessenta e indubitavelmente encontrar-me-ia em uma das praças da minha querida cidade natal. Não como está nos dias de hoje; semidestruída, ocupada por mendigos e pessoas dominadas e corrompidas pelo vício.

Hoje, a praça já não é a mesma de outrora. A miséria espiritual e econômica da humanidade ali está representada, hasteando suas bandeiras pelos quatro cantos. Evita-se passar por ali, por medo, ou até mesmo para impedir que uma depressão imensa tome conta de nós; seres que a vimos em todo o seu esplendor, exibir sua fonte de águas coloridas pelas luzes noturnas de domingos gloriosos, agora mascarada de abrigo para sub homens reproduzindo diariamente o cenário de “Os Miseráveis” onde da mesma forma Victor Hugo nos apontou tão fielmente uma amostra da deplorável decadência e indignidade moral a que o ser humano foi relegado.

Antes, era a praça local mais solicitado da cidade, ponto obrigatório de encontro para reuniões domingueiras, de comentários, entrosamento, lazer, alegria... E sobretudo interação entre os homens que podiam ainda na época serem assim chamados em toda a totalidade do significado que esta palavra encerra. Não haviam ainda lhe sido roubados totalmente os aspectos morais, espirituais, humanitários e, sobretudo a sua liberdade de pensamento, amplamente desenvolvida através da análise e espírito crítico coerentes.

Nessa época em que todos lotavam as praças com seus sorrisos sinceros, onde toda a classe social era bem-vinda, não havia ainda adentrado no coração das pequenas cidades, o germe dos meios de comunicação de massa, que tanto contribuíram para levar o homem ao isolamento, ao distanciamento do seu companheiro e da realidade de sua cidade.

E com que simplicidade e prazer se expectava o fim de semana com seus personagens áureos: cinema e praça!

Assistiam-se aos filmes que eram discutidos, analisados e admirados por toda a coletividade, numa verdadeira terapia que ainda não permitia a proliferação de psicólogos e psicanalistas- coisas do futuro...

A população vibrava feliz com seu pequeno cinema, seu mundo encantado, sem a monotonia, solidão e saturação diária produzidas pelas videolocadoras encerradas em suas fitas apropriadas para o consumo em larga escala- capitalismo cultural.

Produzia-se arte que não se caracterizava como comércio de consumo, não se corrompia ao poder de grandes grupos.

Romeu e Julieta I,II,III...Jamais!

Ah! que vontade de voltar...