Sobre este blog

Ser mestre é ser um semeador; não qualquer um deles, entretanto, aquele semeador que não escolhe o solo em que vai lançar sua semente e que não se queixa ou questiona se o solo é seco, árido ou fértil, porque o essencial é semear...



28 de ago de 2013

Boa-noite meus alunos da 7ª série B da Escola Joaquim Leme do Prado, esta postagem vai para vocês como prometido em sala de aula e aqui teço alguns comentários sobre a avaliação diagnóstica realizada em nossa escola em 12-08-2013:


Em primeiro lugar, quero lhes dizer como deve ser o ambiente propício para que vocês consigam fazer um bom texto: silencioso, que proporcione calma e conforto para que se possa pensar com clareza. Locais muito tumultuados, barulhentos são impróprios para a produção de texto. Assim, podemos concluir que o silêncio e a disciplina são amigos do bom raciocínio e consequentemente da escrita de qualidade.
Mas por que razão lhes digo isso? As avaliações externas traçam um perfil da classe e dos alunos individualmente de acordo com a qualidade dos textos apresentados. E eles devem ter exatamente o nível de linguagem de uma 7ª série. Supõe-se que a linguagem já esteja amadurecida para a criação de uma redação de caráter narrativo, bem como os diálogos criados, a descrição do espaço, caracterização dos personagens em simetria com o tempo, o desenrolar da ação. Tudo isso com a desenvoltura de um autor que sabe obedecer a proposta oferecida em forma de textos, sejam eles verbais ou não. No nosso caso, ofereceu-se um texto verbal extraído da página 72 do maravilhoso livro de Júlio Verne, Viagem ao centro da terra traduzido e adaptado pelo conhecido Walcyr Carrasco.
Depararam-se com o espaço caracterizado pelo autor que tão bem descreveu o vulcão Sneffels situado na Islândia e dos perigos que o menino e o tio passam na escalada da montanha de cujo cume visualizaram a ilha e o "sol da meia-noite".Tudo isto comentamos em sala de aula. Também os personagens que rapidamente o autor nos faz conhecer, aliado à passagem do tempo que marca a trajetória da aventura.
Comentei também com vocês o foco narrativo que é o ponto de vista que o autor assume quando vai fazer sua narrativa. Como explicado,o autor participa da estória por isso ele narra em 1ª pessoa do plural. Outra coisa bem marcante no estilo do autor é a ação que emociona, pois os acontecimentos vão sendo desencadeados de maneira rápida, o que prende a atenção do leitor.
Só o fato de lerem o texto da proposta com carinho já fará com que percebam que a clareza, correção gramatical e o cuidado com os mecanismos da linguagem são primordiais para que a produção agrade e possa ser bem compreendida.
O que lhes foi pedido era para que continuassem a estória com uma nova aventura do menino. 
Porém, muitos não seguiram essa proposta, mudaram o foco , não construíram uma narrativa à altura de uma 7ª série, apresentando diálogos pouco interessantes, tampouco descreveram o ambiente, ou conduziram o texto dentro das condições necessárias exigidas para uma boa redação.
Isso acontece porque é necessário atenção redobrada naquilo que se faz, leitura compenetrada e atenção são os requisitos para o sucesso.
É claro que houve bons textos na classe, entretanto o número deles foi bastante reduzido.É preciso que aproveitem mais essa chance de poderem mostrar o que sabem fazer, e fazer bem.
O que dizer então daqueles que entregaram a página em branco, sem dedicar um mínimo de esforço no sentido de treinar para a vida, porque tenham certeza, muitas vezes vocês serão avaliados e nessas avaliações é que se forma a vida acadêmica de um aluno!
Estamos agora trabalhando todos estes pontos que ainda não ficaram claros. Espero que na próxima oportunidade possam usar mais da imaginação, entregar-se de corpo e alma na produção de um belo texto. É o que todos desejamos, não?

Aqui deixo um link para que passem para o meu outro espaço onde apenas textos de temas variados ganham lugar. É só clicar no endereço, sejam benvindos: litteraeart.blogspot.com