Sobre este blog

Ser mestre é ser um semeador; não qualquer um deles, entretanto, aquele semeador que não escolhe o solo em que vai lançar sua semente e que não se queixa ou questiona se o solo é seco, árido ou fértil, porque o essencial é semear...



29 de abr. de 2014

TODOS NÓS SABEMOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DA LEITURA EM NOSSAS VIDAS COMO FORMA DE PROGRESSO NAS ATIVIDADES ORAIS E ESCRITAS DE  UMA LÍNGUA, ALÉM DE ENRIQUECIMENTO CULTURAL, ASSIM SEGUEM ABAIXO AS INDICAÇÕES DE LEITURA E O LINK PARA O SITE ONDE ENCONTRÁ-LOS PARA QUE REALIZEMOS TRABALHOS POSTERIORES NO BIMESTRE.



AOS ALUNOS DO 1º ANO F (EJA)



"REI ARTUR E OS CAVALEIROS DA TÁVOLA REDONDA" (THOMAS MALLORY)



"A HISTÓRIA DE MAGO MERLIN" (DOROTHEA SCHLEGEL)


"DO CANCIONEIRO DE D. DINIS"(D. DINIS)
"PATATIVA DO ASSARÉ"COLEÇÃO MELHORES POEMAS (PATATIVA DO ASSARÉ)






AOS ALUNOS DO 2º ANO F:


"SONETOS  DE CAMÕES" (LUÍS VAZ DE CAMÕES)

"OS LUSÍADAS" (LUÍS VAZ DE CAMÕES) BY ANTONIO MINHARRO
"ILÍADA" (HOMERO)
"ODISSEIA"(HOMERO)


AOS ALUNOS DO 3º ANO E


"CLARA DOS ANJOS" (LIMA BARRETO)

"TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA" (LIMA BARRETO)

"RECORDAÇÕES DO ESCRIVÃO ISAÍAS CAMINHA" (LIMA BARRETO)

"CANAÃ" (GRAÇA ARANHA)

"OS SERTÕES"(EUCLIDES DA CUNHA)

"URUPÊS" (MONTEIRO LOBATO)








25 de abr. de 2014

A todas as séries do Eja Casimiro de Abreu (1ºF, 2º F e 3º E)


Estamos iniciando o bimestre e retornamos à produção de texto dando sequência ao gênero dissertativo-argumentativo. Trabalharemos o tema "Traição" tomando por base a efeméride 21 de abril, dia de Tiradentes, o filme assistido"Os Inconfidentes" e o texto abaixo que trabalharemos em sala de aula. Queiram, por gentileza imprimi-lo para que possamos discutir. 

A traição sob a ótica do direito positivo brasileiro
Por Vladimir Passos de Freitas (consultor jurídico)

Domingo de Páscoa lembra a ressurreição de Jesus Cristo, a intenção de reconciliar-se, almoço de domingo na casa dos pais e os ovos de Páscoa, que entraram em nossos hábitos definitivamente. Além destas lembranças, vem-nos à mente o quadro da Santa Ceia, na qual Judas Iscariotes aparece segurando um pequeno saco, que simboliza as 30 moedas recebidas para indicar aos soldados romanos quem era o Cristo.
Sem tanta gravidade, mas ainda sob reprovação social, vivemos assistindo, praticando ou sofrendo traições em nossas vidas. Vício de caráter que acompanha a humanidade, tal qual tantos outros, como a ira, a inveja e o ciúme. Regras éticas punem o transgressor, através da reprovação social. Regras legais o sancionam nas condutas mais graves, pois, afinal, o Direito Positivo brasileiro não poderia ficar alheio ao fato. Examinemos o tratamento legal à traição sob óticas de diversos ramos do Direito.
No Direito Administrativo o artigo 116, inciso II, do Estatuto do Servidor Público Federal dispõe que constitui dever ser leal à instituição que servir. Assim, por exemplo, um servidor que, devidamente autorizado pelo órgão público ao qual pertence, cursa mestrado no exterior, recebendo seus vencimentos, e depois pede exoneração para atuar em uma empresa privada, valendo-se dos conhecimentos adquiridos, age com deslealdade e pratica flagrante traição.
No Estatuto da OAB, artigo 34, temos também exemplos. Segundo o inciso VII, constitui infração disciplinar “violar, sem justa causa, sigilo profissional”. Recordo-me de um caso real. Um jovem advogado, contratado por um Banco, teve acesso à lista de devedores a serem objeto de execução. A partir daí começou a contar às pessoas que lhe eram próximas quem e quanto deviam, pessoas conhecidas na cidade. O inciso VIII proíbe ao advogado “estabelecer entendimento com a parte adversa sem autorização do cliente ou ciência do advogado contrário”. Em ambas está presente a traição. A primeira é ao cliente, no caso o banco, que poderia até responder civilmente pelo fato. A segunda é ao seu cliente, que deve ter ciência do que está sendo decidido em assunto que lhe diz respeito. Ambas são punidas com censura, na forma do artigo 36 do Estatuto. Além disso, o Código Deontológico dos Advogados, no artigo 6º, impede-lhes de revelar fatos sobre os quais tiveram conhecimento através da profissão, o que se assemelha aos clérigos.
No Direito Penal a traição está presente em vários artigos. Ela pode ser causa de qualificadora no crime de homicídio, elevando a pena corporal para o mínimo de 12 e o máximo de 30 anos (CP, artigo 121, parágrafo 2º, inciso IV). Já o crime de furto é penalizado de forma mais grave, quando o autor se vale de justificada confiança da vítima (CP, artigo 155, parágrafo 4º, inciso II). Por tal motivo, o Superior Tribunal de Justiça tem confirmado condenações de empregados domésticos eventuais (p. ex. diaristas) que se valem do trabalho esporádico na casa da vítima para a prática de furto (HC 90.161/SC, Rel. Min. Og Fernandes, DJe 08.03.2010). 
Aspecto interessante é o que cerca a delação premiada. Prevista em diversos textos legais, como a Lei 8.072/1990 (Crimes Hediondos), Lei 9.613/1998 (Lavagem de Capitais), Lei 9.034/1995 (Crime Organizado) e Lei 11.343/2006 (Antidrogas), ela carrega sempre uma dúvida ética sobre seu acerto, vez que estimula a traição de um dos acusados, a fim de desfavorecer outros, tudo para a completa descoberta dos fatos. Mas, obviamente, aí a traição é aceita por uma visão pragmática. Nos crimes mais graves da contemporaneidade nada se apurará se não houver delação premiada, escuta telefônica, gravações ou medidas semelhantes. Em suma, o aceitar esta espécie de traição tem justificativa na necessidade do combate à criminalidade moderna.
No Código Penal Militar não é diferente. A traição é circunstância punida com pena de morte. Poucos brasileiros sabem que o Brasil permite pena de morte, ainda que em situações excepcionais. Mas assim é. Confira-se o artigo 355: “Tomar o nacional armas contra o Brasil ou Estado aliado, ou prestar serviço nas fôrças armadas de nação em guerra contra o Brasil: Pena - morte, grau máximo; reclusão, de vinte anos, grau mínimo”. Aplica-se pena de morte também ao estrangeiro que venha a praticar algum dos crimes dos artigos 356, ns. I, primeira parte, II, III e IV, 357 a 361, conforme determina artigo 362 do CPM.
Na pouco conhecida Lei de Segurança Nacional (Lei 7.170/1983), dois tipos penais encerram no seu conteúdo a conduta traiçoeira. O primeiro é o artigo 8º, que fala em entendimento ou negociação com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes, para provocar guerra ou atos de hostilidade contra o Brasil, sancionando tal conduta com 3 a 15 anos de reclusão. O segundo é o artigo 21, que pune com reclusão de 2 a 10 anos quem revelar segredo obtido em razão de cargo, emprego ou função pública, relativamente a planos, ações ou operações militares ou policiais contra rebeldes, insurretos ou revolucionários.
Mas, é no Direito de Família que a traição é lembrada com mais frequência e pode gerar consequências graves. A fidelidade é dever imposto no artigo 1.566, inciso I, do Código Civil. Sua quebra constitui justo motivo para a separação judicial, nos termos dos artigos 1.572 e 1.573, inciso I, do mesmo Código. O cônjuge que trai, se vencido em ação de separação judicial ou divórcio, poderá sofrer várias sanções, como a perda da guarda dos filhos.
Como observa o advogado Rodrigo da Cunha Pereira, especialista na área, “Dependendo do vexame causado para uma pessoa, pode ser desde perda da pensão alimentícia até uma indenização. Por mais que indenização seja difícil, ainda é possível. Isso varia para cada caso e depende da renda” (http://financasfemininas.com.br/site/o-preco-de-uma-traicao/).
O STJ teve ocasião de julgar recurso especial em que se discutia o direito a indenização de uma cidadão que registrou como seu o filho tido na vigência do casamento, vindo 6 anos mais tarde, já separado de sua mulher, a saber, através de exame de DNA, que a criança era fruto da traição de sua esposa com um terceiro. Proposta ação de indenização contra a mulher e o verdadeiro pai, acabaram ambos sendo condenados, solidariamente, ao pagamento de R$ 200.000,00 pelos danos morais infringidos ao autor (STJ, REsp nº 922.462 –SP, 3ª. Turma, relator Ministro Vilas Bôas Cueva, j. 13.5.2013).
Finalmente, o aspecto religioso. A Santa Sé celebrou vários Tratados com os Estados, chamados de Concordatas, através dos quais os clérigos estão obrigados a guardar sigilo das confissões que lhes forem feitas. Pois bem, os religiosos não podem ser inquiridos por magistrados ou outras autoridades, sobre fatos que lhes foram confessados. Evidentemente, isto gera a impossibilidade de serem apurados alguns crimes. Mas o pactuado é respeitado pelas nações do mundo ocidental.

A encerrar, registre-se que Judas pagou caro pela traição. Mais de 2.000 anos depois continua sendo repudiado. Em alguns lugares ainda se pratica a “malhação do Judas”, costume medieval de colocar-se um boneco pendurado em um poste e destruí-lo a pauladas no sábado de Aleluia. Seu ato imortalizou-se e isto em um tempo em que nem Nostradamus cogitava da existência de internet. Que nos sirva o exemplo para, dentro da nossa falibilidade humana, afastarmos este defeito. 

15 de abr. de 2014

Aos alunos do 3º ano E

A postagem abaixo é pertinente à aula em PowerPoint que vocês assistiram na  2ª feira a respeito do Pré-Modernismo no Brasil.
Exploraremos a obra "Os Sertões," de Euclides da Cunha, que iniciou o movimento. Queiram, por gentileza, imprimir o texto abaixo:

Trecho do romance regionalista pré-moderno (Euclides da Cunha) –www1.folha.uol.com.br/fol/Brasil500/histcanudos12.htm
A Terra
“Ao sobrevir das chuvas, a terra, como vimos, transfigura-se em mutações fantásticas, contrastando com a desolação anterior. Os vales secos fazem-se rios. Insulam-se os cômoros escalvados, repentinamente verdejantes. A vegetação recama de flores, cobrindo-os, os grotões escancelados, e disfarça a dureza das barrancas, e arredonda em colinas os acervos de blocos disjungidos -de sorte que as chapadas grandes, entremeadas de convales, se ligam em curvas mais suaves aos tabuleiros altos. Cai a temperatura. Com o desaparecer das soalheiras anula-se a secura anormal dos ares. Novos tons na paisagem: a transparência do espaço salienta as linhas mais ligeiras, em todas as variantes da forma e da cor.Dilatam-se os horizontes. O firmamento, sem o azul carregado dos desertos, alteia-se, mais profundo, ante o expandir revivescente da terra.E o sertão é um vale fértil. É um pomar vastíssimo, sem dono.Depois tudo isto se acaba. Voltam os dias torturantes; a atmosfera asfixiadora; o empedramento do solo; a nudez da flora; e nas ocasiões em que os estios se ligam sem a intermitência das chuvas -o espasmo assombrador da seca."
O HOMEM
"O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas.É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo, reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. A pé, quando parado, recosta-se invariavelmente ao primeiro umbral ou parede que encontra; a cavalo, se sofreia o animal para trocar duas palavras com um conhecido, cai logo sobre um dos estribos, descansando sobre a espenda da sela. Caminhando, mesmo a passo rápido, não traça trajetória retilínea e firme. Avança celeremente, num bambolear característico, de que parecem ser o traço geométrico os meandros das trilhassertanejas. (...) 
É o homem permanentemente fatigado."

A LUTA 

"Concluídas as pesquisas nos arredores, e recolhidas as armas e munições de guerra, os jagunços reuniram os cadáveres que jaziam esparsos em vários pontos. Decapitaram-nos. Queimaram os corpos. Alinharam depois, nas duas bordas da estrada, as cabeças, regularmente espaçadas, fronteando-se, faces volvidas para o caminho. Por cima, nos arbustos marginais mais altos, dependuraram os restos de fardas, calças e dólmãs multicores, selins, cinturões, quepes de listras rubras, capotes, mantas, cantis e mochilas...A caatinga mirrada e nua, apareceu repentinamente desabrochando numa florescência extravagantemente colorida no vermelho forte das divisas, no azul desmaiado dos dólmãs e nos brilhos vivos das chapas dos talins e estribos oscilantes...Um pormenor doloroso completou essa encenação cruel: a uma banda avultava, empalado, erguido num galho seco, de angico, o corpo do coronel Tamarindo.Era assombroso... Como um manequim terrivelmente lúgubre, o cadáver desaprumado, braços e pernas pendidos, oscilando à feição do vento no galho flexível e vergado, aparecia nos ermos feito uma visão demoníaca."

13 de abr. de 2014

Ao 1º ano F


Conforme combinamos, a nossa interação vai além das aulas de atividades,  análises de textos e produção textual à participação virtual por intermédio dos blogs. Esses textos que posto abaixo são exemplos da Era medieval que devem ser estudados.Queiram, por gentileza, imprimi-los para as próximas aulas para que possamos finalizar o conteúdo do Trovadorismo. Na impossibilidade de interagirem dessa forma, entrem em contato na sala de aula.Obrigada. (Por medida econômica selecionem apenas os textos das cantigas).

CANTIGA DE AMIGO (Martim Codax)

Ondas do mar de Vigo,
'a se vistes meu amigo!B         1º par
ai Deus, se verrá cedo! refrão


Ondas do mar levado,A
Se vistes meu amado!B
E ai Deus, se verrá cedo!refrão

Se vistes meu amigo,B                                                 2º par
O porquê eu sospiro  C
E ai  Deus, se verrá cedo! refrão

Se vistes meu amado, B
Por que hei gran cuidado! C
E ai Deus, se verrá cedo! refrão

Paráfrase

Ondas do mar de Vigo 
Se vires meu namorado!
 
Por Deus, (digam) se virá cedo!

Ondas do mar revolto, 
Se vires o meu namorado!
 
Por Deus, (digam) se virá cedo!

Se vires meu namorado, 
Aquele por quem eu suspiro!
 
Por Deus, (digam) se virá cedo!

Se vires meu namorado 
Por quem tenho grande temor!
 
Por Deus, (digam) se virá cedo!
 

Essa cantiga é de amigo, o tema é à espera do namorado e a angústia provocada pela demora em chegar. Analise o eu lírico, faça um levantamento das características desse tipo de cantiga. As cantigas eram circuladas através de pergaminhos e sua visualização e reprodução eram autorizadas:o pergaminho Vindel (encontrada e vendida pelo madrileno Pedro Vindel-1913) e o Sharrer descoberto por Harvey Sharrer-1990) são exemplo disso.

____________________________________________________________

Cantiga de escárnio e maldizer 

Martim jograr, que gran cousa (JOÃO GARCIA DE GUILHADE)


*Martim jograr, que gran cousa:
Já sempre convosco pousa*
Vossa molher!

Ve[e]des m’andar morrendo,
E vós jazedes* fodendo
Vossa molher!

Do meu mal nom vos doedes*,
E moir’eu, e vós fodedes
Vossa molher!
Cantiga de maldizer
Crítica direta-uso de palavrões e forma direta de satirizar, na maioria são de mestria, 31% contêm paralelismo.
*Martim – segundo pesquisas Martim faz referência a algum jogral da época( eram muitos os Martins: Codax,de Guinzo etc. Pode ser da corte castelhana onde Guilhade passou.
*pousa- dorme.
*jazedes- referência ao verbo jazer- estar deitado.
*doedes- doer-se, condoer-se, ter pena.
Muitos nobres escreveram cantigas: destaques para os reis: Afonso Henriques e seu neto, D. Dinis.
Os “jograis” eram trovadores populares
As cantigas de amor, de origem provençal palaciana não deveriam utilizar paralelismos (repetições de versos, do tipo refrão mais usados nas outras cantigas populares). Por essa razão denominavam-se cantigas de mestria.
________________________________________________
Cantiga de escárnio

NUNCA [A] TAM GRAN TORTO( JOÃO GARCIA DE GUILHADE)

Nunca a tam gran torto* vi
com'eu prendo*d'um infançom*
e quantos e na terra som
todo'lo tem por assi
o infançom, cada que* quer
e nulha rem* nom dá por mi
E já me nunca temerá, 
Ca* sempre me tev'em desdém,
des i*ar* quer sa molher bem
e já sempr'i filhos fará
-siquer* três filhos que fiz i,
fillha- os todos pera si:
O demo lev'o que m'en dá!
Em tam gram coita viv'hoj'eu
que nom poderia maior:
vai se deitar com mia senhor
e diz do leito que é seu
e deita-se a dormir em paz;
des i, se filh'ou filha faz,
*nõn'o quer outorgar por meu!

Cantiga de escárnio
*torto- injúria, infâmia, ofensa.
*prendo- tomar, receber./ infançon-cavaleiro nobre, infanção.
*têm-teer-achar, considerar.
*Cada que-cada vez que.
*nulha rem-nada, coisa nenhuma.
*Ca- pois, porque.
*des i- além disso./ *ar- também
*siquer-até mesmo.
*nõn'o quer outorgar por meu- não quer reconhecerque é meu.
Estudem as características desse texto:
Crítica indireta; uso do equívoco: tentativa de ludibriar o sentido( usar suavização-eufemismo ou ironia)
Cantiga de mestria (sem paralelismo)
_____________________________________________________________________

12 de abr. de 2014

Boa-noite, caros alunos do Curso do  EJA da Escola Estadual Casimiro de Abreu:  

Parabenizo todos aqueles que se esforçaram e cumpriram suas obrigações neste bimestre que terminou. Àqueles que  não o fizeram ou não conseguiram atingir o mínimo exigido,  não é hora de desistir, procurem recuperar o tempo perdido não faltando às aulas, não perdendo provas oficiais ou atividades cotidianas, elas são responsáveis pelo seu desempenho, assim como a atenção necessária às explicações. Abaixo, especifico os conteúdos de cada série que darão início ao 2º bimestre, não esquecendo de que o treinamento com a linguagem em produção de textos e revisões vão continuar paralelamente ao ensino da literatura. Coragem! ainda temos um pouco mais de dois meses de aula para o término de seu curso e sabendo aproveitar o tempo valioso,  venceremos todos os obstáculos e cumpriremos nosso Plano de Ensino.






3º ANO E: 


Iniciaremos a semana com uma revisão do que foi o Pré-Modernismo em Portugal, e no Brasil; seus principais destaques e o ambiente político que reinava no ar: a iminência da 1ª Guerra Mundial, não só estudaremos a arte literária, como teremos oportunidade de conhecer a arte musical do período, a arquitetura, pintura etc. numa aula em PowerPoint rica de detalhes. Espero que gostem. E, não faltem! 

2ºANO F

Dando sequência a nossos estudos sobre a estética Clássica em Portugal estudaremos agora Camões épico aproveitando a oportunidade de analisar a epopeia "Os Lusíadas". Nessa oportunidade, teremos a chance de comparar o gênero lírico e o épico do maior poeta lusitano do período. Espero que apreciem!

1º ANO F

Continuando nossa aula de literatura, estudaremos a partir dessa semana, o Humanismo, a estética literária após o Trovadorismo, ainda na Era Medieval. Não deixem de participar da aula! 




1 de abr. de 2014

Boa- noite, alunos de todas as séries do Ensino Médio do Curso do EJA:


Estamos na semana de provas da nossa escola, Casimiro de Abreu, espero que tenham estudado, prestado atenção aos ensinamentos para que consigam ter sucesso nas avaliações.
Conforme prometido, deixo abaixo um link para meu outro blog de literatura para que vejam um texto-exemplo do gênero dissertativo sobre o mesmo tema que desenvolveram em sala: a invenção do telefone. Espero que todos leiam para que possamos discuti-lo durante as próximas aulas.

litteraeart.blogspot.com

20 de mar. de 2014

Essa postagem vai para todas as séries do EJA da  EE Casimiro de Abreu (CECA). É a linha do tempo em literatura, que situa historicamente a época em que cada estética literária existiu em Portugal e no Brasil. Todos devem ter esse material, cada série aprenderá um conteúdo conforme planejamento anual a ser explicado em classe. Essa tabela foi elaborada com base em pesquisa nos sites abaixo:

LITERATURA DE LÍNGUA PORTUGUESA - QUADRO CRONOLÓGICO. Fontes:

http://lusofonia.com.sapo.pt/literatura_portuguesa.htm (Pré-Modernismo-Pós-Modernismo português)


Cronologia e características dos movimentos literários
Estilo
Portugal
Brasil
Características
Trovadorismo
1189/1198
A Ribeirinha
Paio Soares de Taveirós
Gêneros: cantigas (poesia), novelas de cavalaria, nobiliários, hagiografias.
-
Cantigas de Amor: sofrimento, idealização, eu lírico masculino, ambiente da Corte, dama inacessível, caráter  analítico-discursivo.
Cantigas de Amigo: eu lírico feminino, confessional, ambiente popular, paixão incorrespondida, realista, narrativo-descritiva.
Cantigas de Escárnio e Maldizer: críticas indiretas ou diretas de pessoas ou fatos de uma época. Rica fonte de documentação. 
Humanismo
1418
Fernão Lopes, guarda-mor da Torre do Tombo.
Gêneros: historiografia, teatro popular, prosa doutrinária.
Gil Vicente (teatro)
-
Teatro: em poesia, versa sobre assuntos profanos ou religiosos; carpintaria teatral rudimentar; ausência de regras; sem unidade de ação, tempo e espaço. Aspectos críticos de uma sociedade em transição.
Classicismo
Quinhentismo
1527
Sá de Miranda
Introdução da medida nova.
Gêneros: poesia lírica, épica, teatro e crônicas.
Camões (poesia)
1500 (Quinhentismo)
1º Documento escrito em terras brasileiras: Carta a D. Manuel. 
Gêneros: poesia lírica e épica, teatro e crônicas.
Pero Vaz de Caminha
José de Anchieta
Valorização do homem (antropocentrismo); paganismo (maravilhoso pagão); superioridade do homem sobre a natureza; objetividade; racionalismo; universalidade; saber concreto em detrimento do abstrato; retomada dos valores greco-romanos; rigor métrico, rímico e estrófico: equilíbrio e harmonia.
Barroco
1580
Morte de Camões
Portugal sob o domínio espanhol.
Gêneros: oratória sacra, política e social;
poesia religiosa, satírica e lírico-amorosa.
Pe. Antônio Vieira
(oratória)
1601
Bento Teixeira: publicação de Prosopopéia
Pe. Antônio Vieira (oratória)
Gregório de Matos (poesia)
Arte dos contrastes: antinomia homem - céu, homem - terra; visualização e plasticidade; fugacidade; não-racionalismo; unidade e abertura (perspectivas múltiplas para o observador); luta entre o profano e o sagrado. Culto a elementos evanescentes (água/vento). Sentido de transitoriedade da vida; carpe diem (aproveitar o momento); valorização do presente, movimento ligado ao espírito da Contra - Reforma; jogos de metáforas; riqueza de imagens; gosto pelo pormenor; malabarismo verbal – uso de hipérbato, hipérbole, metáforas e antíteses. 
Arcadismo
1756
Fundação da Arcádia Lusitana.
Gênero: poesia
Bocage (poesia)
1768
Cláudio Manuel da Costa:
Obras Poéticas
Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga (poesia lírica e épica)
Basílio da Gama e Santa Rita Durão (poesia épica)
Arte do equilíbrio e harmonia; busca do racional, do verdadeiro e da natureza; retorno às concepções de beleza do Renascimento; poesia objetiva e descritiva; áureas mediocritas: o objetivo arcádico de uma vida serena e bucólica; pastoralismo; valorização da mitologia; técnica da simplicidade. Literatura linear e regrada: inutilia truncat (cortar o inútil).
Romantismo
1825
Almeida Garrett
Publicação do poema Camões
Gêneros: prosa (romance e novela)
poesia e teatro.
1836
Gonçalves de Magalhães
Publicação de Suspiros Poéticos e Saudades
Poesia: Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Castro Alves.
Prosa: (urbanos) Alencar, Joaquim Manuel de Macedo, Manuel Antônio de Almeida; (regionalistas) Alencar, Bernardo Guimarães, Taunay; (indianista-histórico) Alencar 
1ª Geração: nacionalismo, ufanismo, natureza, religião, indianismo/medievalismo.
2ª Geração: mal do século, evasão, solidão, profundo pessimismo, anseio da morte.
3ª Geração: condoreirismo, liberdade, oratória de reivindicação, transição para o Parnasianismo, literatura social e engajada.
Geral: imaginação, fantasia, sonho, idealização, sonoridade, simplicidade, subjetivismo, sintaxe emotiva, liberdade criadora. 
Realismo/ Parnasianismo/
Naturalismo
1865
Questão Coimbrã: Antero de Quental contra Castilho (Novos x Velhos)
Gêneros: prosa (romance, conto, crônica), poesia, crítica.
Prosa: Eça de Queirós
 
 
Poesia: Antero de Quental, Cesário Verde, Guerra Junqueiro.
1881
Machado de Assis
Publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas/ Realismo
Aluísio de Azevedo
Publicação de O Mulato/ Naturalismo
Década de 80
Definição do ideário parnasiano.
Prosa: Machado de Assis, Aluísio Azevedo, Raul Pompéia
Poesia: Olavo Bilac, Alberto de Oliveira, Raimundo Correia, Vicente de Carvalho.
Realismo: preocupação com a verdade exata, observação e análise, personagens tipificadas, preferência pelas camadas altas da sociedade. Objetividade. Descrições pormenorizadas. Linguagem correta, no entanto é mais próxima da natural, maior interesse pela caracterização que pela ação – tese documental.
Naturalismo: visão determinista do homem (animal, presa de forças fatais e superiores – meio, herança genética, fisiologia, momento). Tendência para análise dos deslizes de personalidade. Deturpações psíquicas e físicas. Preferência pela classe operária. Patologia social: miséria, adultério, criminalidade, etc – tese experimental.
Parnasianismo: arte pela arte, objetividade, poesia descritiva, versos impassíveis, exatidão e economia de imagens e metáforas, poesia técnica e formal, retomada de valores clássicos, apego à mitologia greco-romana.
Simbolismo
1890
Eugênio de Castro
Publicação de Oaristos
Gêneros: poema e prosa.
Poesia: Camilo Pessanha
1893
Cruz e Sousa
Publicação de Missal (prosa poética) e Broquéis (poesia).
Poesia: Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens, Pedro Kilkerry, Emiliano Perneta.
Simbolismo: reação contra o positivismo, o Naturalismo e o Parnasianismo; individualismo, subjetivismo psicológico, atitude irracional e mística, respeito pela música, atitude irracional e mística, respeito pela música, cor, luz; procura das possibilidades do léxico.
     Pré-Modernismo

Difícil identificação do período dado a conturbação da 1ª guerra e momento político onde Portugal elegia seu 1º presidente da República (1911).
Destaque para o escritor português Luís de Freitas Branco
1914- 1ª Guerra Mundial
1917- Revolução Russa
1902
Publicação de Os Sertões, de Euclides da Cunha; Canaã, de Graça Aranha.
Prosa: Monteiro Lobato, Euclides da Cunha, Lima Barreto, Graça Aranha.
Poesia: Augusto dos Anjos;
Pré-Modernismo: tendência das primeiras décadas do século XX, sentido mais crítico, fixando diferentes facetas da realidade social, política ou alterações na paisagem e cor local.
             Modernismo

1915- Publicação da Revista Orpheu (influenciada pelas grandes correntes estéticas europeias apresentando uma poesia de cunho altamente complexo).
Principais autores do Modernismo português
Fernando Pessoa
Mario de Sá Carneiro
Almada Negreiros
Características:
Rompimento com o passado
Nacionalismo crítico
Questionamento da situação social e cultural do país

1922
Surge em oposição clara aos clássicos e parnasianos com a Semana da arte Moderna no Teatro Municipal em São Paulo.Destaque para a obra “Os sapos” de Manuel Bandeira.

De 1922 a 1930- 1ª fase do Modernismo


De 1930 a 1945- 2ª fase.


De 1945 a 1970 aproximadamente-3ª fase

Principais movimentos e correntes do Modernismo:
Impressionismo
Pós-Impressionismo
Fauvismo
Cubismo
Expressionismo
Surrealismo
Concretismo
Futurismo
Pop Art


Modernismo

A Semana da Arte Moderna caracterizou-se pela exposição de vários tipos de artes encaradas do ponto revolucionário, de mudança ao tradicional clamava por liberdade de expressão e arte calcada em moldes nacionais.. O momento histórico-político-social exigia uma ruptura com tudo o que estava sendo feito em matéria de arte até aquele momento. Destacaram-se:
Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Di Cavalcanti (idealizador do evento),Picasso (artista estrangeiro) –(pintura).
Oswald e Mario de Andrade, Manuel Bandeira, Guilherme de Almeida, Vinicius de Moraes, Carlos Drummond entre outros (literatura)
Orson Welles (cinema)
Isadora Duncan (dança)
Cartier, Bresser (fotografia)
Victor Brecheret (escultura)
Pós-Modernismo
Momentos de ceticismo, perante o progresso científico e promessas de liberdade da humanidade onde os antigos valores são questionados e valorizados os movimentos sociais, nacionalistas e religiosos etc. assim caracterizados:
Anos 70 e 80: lirismo e expressões individuais de sentimentos. Expoentes Antonio Fraco Alexandre, João Miguel Fernandes Jorge (70)
José Emílio Neto (80)
Anos 90: poesia da heurística (descoberta), sentimental (reflete a experiência emocional do mundo: Jorge Reis Sá.


No romance, a ruptura com estéticas anteriores não é abrupta e tem influências norte-americanas com toda a certeza.
O delfim (José Cardoso Pires) onde prevalece o romance realista urbano total.

De 1970 (aproximadamente)  até os dias atuais
Não apresenta mudanças bruscas que apresentem ruptura com o Modernismo, Caracteriza-se segundo Afrânio Coutinho pela pluralidade de estilos e tendências mais evidenciadas nos escritores da década de 1980. Prevalecem nesse estágio como temas: esquizofrenia, uso exacerbado da intertextualidade, exercício da metalinguagem, ecletismo estilístico, fragmentarismo textual, anseio pela pluralidade, ênfase no cotidiano, polifonia de vozes, intensificação do lúdico na criação literária, androgenia, hedonismo (coloca o prazer e satisfação pessoal acima de tudo).

]

 
Explicações complementares





As escolas literárias, também conhecidas como movimentos literários, são como as ondas do mar, feitas de altos e baixos. Os ápices destes movimentos se alteram por duas diferentes linhas de pensamento e estilo. A linha dionisíaca deriva do nome Dionísio, deus grego do vinho e da emoção. As escolas literárias que se encontram nesta linha dionisíaca têm como características a emoção, o lirismo, o subjetivismo. Ao contrário, a linha apolínea (derivada do nome Apolo, deus da razão) representa o equilíbrio, a lucidez, o objetivismo.

Há uma grande diferença entre literatura NO Brasil e literatura DO Brasil. Acontece que toda a produção literária feita no Brasil, desde a carta de Caminha até o Barroco, não se pode afirmar que seja literatura nacional, legitimamente brasileira. Pois ainda estávamos sob domínio de Portugal, o pensamento era de uma literatura colonial que ainda não tinha desfeito o cordão umbilical com a metrópole. Só então com o Romantismo que a literatura tupiniquim floresce. E, coincidentemente, era a estação de nossa independência política, econômica e cultural.

Analisando o gráfico, percebe-se ainda que a partir do Modernismo acontece um desequilíbrio nessa freqüência uniforme. A razão e a emoção se abraçam. A poesia e os poetas encontram a real liberdade de criação. Não existirá desde então, uma escola vigente ou regente de tendências. É o encontro do velho com o novo. Sem fórmulas, leis ou teoremas de como se fazer versos. Apenas poetizar.

(Extraído de www.akio.com.br)

pontuação aula slides